Frei luis de sousa

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2. O excerto em causa, quanto à estrutura externa, enquadra-se no 1º acto da obra. Quanto á sua estrutura interna podemos enquadra-lo no conflito, que se encontra presente desde a cena V do 1º acto á cena IX do 3º acto. O conflito é uma parte imprescindível do drama pois dá-se um desenrolar gradual dos acontecimentos. Sendo este excerto correspondente a um momento em que D. Madalena e Manuel discutem a mudança para o palácio de D. João, é uma situação essencial da obra pois acaba por despoletar uma série de peripécias, como por exemplo o encontro entre D. João de Portugal e a sua esposa. Consequentemente, se Manuel Sousa Continho não pretendesse mudar de casa imediatamente, a acção não teria, sem dúvida, o mesmo desenlace.
3. No início da acção, Manuel demonstra o seu patriotismo/nacionalismo enunciando Há-de saber-se no mundo que ainda há um português em Portugal. Com o decorrer da acção Manuel apresenta-se também corajoso, não se deixando intimidar por outras tropas que o ameaçavam: Vou dar uma lição aos nossos tiranos que lhes há-de lembrar.
3.1. Manuel de Sousa Coutinho serve-se das interrogações apresentadas na sua terceira fala com o objectivo de se opor aos argumentos que imagina que D. Madalena irá enunciar para resistir à mudança para o palácio do seu antigo marido. Assim, Manuel apresenta as respostas às possíveis questões, pretendendo assim deixar D. Madalena sem qualquer fundamento para contrariar a sua vontade.



2. O excerto em causa, quanto à estrutura externa, enquadra-se no 1º acto da obra. Quanto á sua estrutura interna podemos enquadra-lo no conflito, que se encontra presente desde a cena V do 1º acto á cena IX do 3º acto. O conflito é uma parte imprescindível do drama pois dá-se um desenrolar gradual dos acontecimentos. Sendo este excerto correspondente a um momento em que D. Madalena e Manuel discutem a mudança para o palácio de D. João, é uma situação essencial da obra pois acaba por despoletar uma série de peripécias, como por exemplo o encontro entre D. João de Portugal e a sua esposa. Consequentemente, se Manuel Sousa Continho não pretendesse mudar de casa imediatamente, a acção não teria, sem dúvida, o mesmo desenlace.
3. No início da acção, Manuel demonstra o seu patriotismo/nacionalismo enunciando Há-de saber-se no mundo que ainda há um português em Portugal. Com o decorrer da acção Manuel apresenta-se também corajoso, não se deixando intimidar por outras tropas que o ameaçavam: Vou dar uma lição aos nossos tiranos que lhes há-de lembrar.
3.1. Manuel de Sousa Coutinho serve-se das interrogações apresentadas na sua terceira fala com o objectivo de se opor aos argumentos que imagina que D. Madalena irá enunciar para resistir à mudança para o palácio do seu antigo marido. Assim, Manuel apresenta as respostas às possíveis questões, pretendendo assim deixar D. Madalena sem qualquer fundamento para contrariar a sua vontade.
4. D. Madalena mostra-se aterrorizada com a possibilidade de voltar ao seu antigo palácio o terror com que eu penso em ter de entrar naquela casa, já que imagina que seja possível reencontrar-se com D. João de Portugal e assim perder Manuel parece-me que é voltar ao poder dele, que é tirar-me dos teus braços, que o vou encontrar ali. Sendo extremamente crente, D. Madalena pensa que juntamente com este regresso ao palácio do passado, a sua morte esteja determinada juntamente com a desgraça da família Sei decerto que vou ser infeliz, que vou morrer naquela casa funesta, que não estou ali três dias, três horas, sem que todas as calamidades do mundo venham sobre nós.
5. Tal como foi referido, D. Madalena encontrava-se ansiosa e aterrorizada com a possibilidade de voltar ao seu antigo palácio. Assim, Almeida Garrett recorreu às interjeições (oh) pela parte da esposa de Manuel, assim como ao uso do vocativo (Manuel) e do imperativo (perdoa) de forma a tentar persuadi-lo. O autor recorreu também às hesitações manifestadas através de reticências, de forma a demonstrar o medo de D. Madalena de Vilhena.
1.1. (a) 1.2. (c) 1.3. (d)

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