Método Clínico A1

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Abdome:

Sinal de Murphy:  parada inspiratória á compressão do ponto cístico
Sinal de Torres-homem ou hipersensibilidade hepática: à dor a punho percussão em hipocôndrio direito. Pode indicar abscesso hepático ou processo inflamatório da vesícula.
Sinal de Blomberg  à dor a descompressão brusca, dolorosa no ponto de Mcburneyn . Pode ser indicativo de apendicite.
Sinal de psoas:  dor a flexão ou hiperextensão da coxa. Pode indicar psoite, ou processo inflamatório em assoalho pélvico( apendicite, anexite, diverticulite)
Sinal do obturador: dor a abdução ou rotação externa da coxa. Indica processo inflamatório em assoalho pélvico.
Sinal de Giordano: punho percussão dolorosa em ângulo costal. Indica distensão da capsula renal que pode ser pielonefrite ou hidronefrose secundaria a obstrução por calculo.
Sinal de Rovsing:  dor em fossa ilíaca direita ao ser comprimir fossa ilíaca esquerda

 

OsteoMioArticular:

Nódulos de Heberden (articulção interfalangiana distal,Osteoartrose); Nodulos Bouchard: (articulção interfalangiana proximal); Nodulos de Oslen (Poupas digitais, Endorcardite infecciosa)

ATM: Induzir mastigação enquanto se palpa a articulação; Mastigar- dedos no ouvido; Tentar colocar 2 dedos dentro da boca,

protrusão e retrocesso da mandíbula;movimentos de lateralidade.

Pescoço: Flexão, Extensão,Rotação,Lateralização,Circundação, Protusão e Retração, Avaliar trapézio(tônus) e esternocleidomastoideo(tônus)

Ombro: Rotação interna e externa;Flexão e extensão;Abdução e Adução

Cotovelo: Extensão e flexão, Palpar a articulação

Túnel do Carpo: Resistência adutor curto do polegar,Sinal de Tinel( hiperestesia a percursão);Teste de Phalen

Músculos Ilíacos: Pressionar ambas cristas ilíacas ântero-superiores

Coluna: Manobra Perna Estendida(ventral L1 a L3); Sinal de Lasegue:

nevralgia ciática ou comprometimento meníngeo): elevação até cerca de 50° do MI do paciente(Dorsal L4,L5 e S1);Sinal de Bragard(Dorsal L5 e S1); Ponta dos Pés( S1)

Perna: Manobra de Faberi-Patrick(4);Abdução;Rotação Medial e Lateral(coxa fletida);Flexão coxa sobre abdome

Joelho: Ordenhar(concentrar edema);Pressionar Rotula lateralmente, Sinal de Tecla

Menisco: Técnica de Apley:Decúbito ventral, flexiona a perna em 90º e presciona-se a planta do pé para forçar o menisco; Técnica de McMurray: Decúbito ventral, flexiona a coxa em 90º estabilizando o joelho e forçando rotações laterais e mediais)

Neurológico:

Motricidade Voluntária: A paresia é a diminuição da força muscular, a parestesia é a sensação de formigamento e a paralisia ou plegia é a ausência ou a abolição da força muscular.
Motricidade Espontânea: Executar uma série de movimentos, tais como abrir e fechar as mãos, estender e fletir o antebraço, abduzir e elevar o braço,fletir a coxa Etc. Durante os movimentos observa-se se eles são realizados em toda sua amplitude. As causas de redução ou abolição do movimento voluntário são representadas por lesão dos neurônios motores e/ou de suas vias(Piramidal)

Força Muscular: Teste com oposição aplicada pelo examinador:

Manobra de Barre: visa confirmar o déficit motor dos músculos flexores da perna sobre a coxa (flexores do joelho). O paciente deita em decúbito ventral, flete as pernas sobre as coxas, num ângulo de 90°, e lhe é solicitado que mantenha a posição. Será positivo quando a perna começar a oscilar ou cair (imediata ou progressivamente), evidenciando o déficit.

Manobra de Mingazzini para membros inferiores: verifica déficit motor da musculatura dos membros inferiores. O paciente é posto em decúbito dorsal, com as coxas e as pernas fletidas em 90°, e solicita-se que o paciente mantenha a posição. Será positivo se a posição for mantida por pouco tempo, caindo ou oscilando, na perna o déficit é do quadríceps e na perna o déficit é do psoas.

Manobra de Mingazzini para membros superiores: verifica déficit motor da musculatura dos membros superiores. O paciente na posição sentada ou de pé, estende os membros superiores, afasta os dedos, com a mão pronada e lhe é solicitado que mantenha a posição. Será positivo se houver um membro parético, que oscilará e abaixará lenta e progressivamente

Manobra de Raimiste: Paciente sentado com os braços sobre a mesa,põe-se o braço fletido em 90º e aguarda; Será positivo se o antebraço abaixar lenta e progressivamente

Tônus Muscular:

Sinal do Canivete: Seqüela comum AVC. Membro superior do paciente torna-se rígido e fletido.Emprega-se grande força para se estender braço até que atinge-se o limite da resistência e o membro torna-se livre e solto; Sinal da Roda Dentada: Parkinsoniano; Interrupções sucessivas ao movimento, lembrando os dentes de uma cremalheira em ação

Coordenação: Traduz bom funcionamento cerebelo e sensibilidade proprioceptiva. Perda coordenação=ataxia
Prova dedo-nariz(Dismetria): olhos abertos e fechados
Prova calcanhar-joelho(Dismetria): em decúbito dorsal;
Prova da inversão rápida do movimento(disdiadoccinesia)

Reflexos:

Superficiais:
Cutâneo Plantar (Sinal de Babinski):Estimular superficialmente a região plantar do pé do paciente;A resposta normal é representada por uma flexão dos dedos.Positivo quando há extensão do halux e abertura em leque dos demais dedos.Indica lesão Piramidal ou córtico espinhal; Cutâneo-Abdominal: Estimulo do abdome no sentido da linha mediana.resposta normal, contração dos músculos abdominais com leve deslocamento da cicatriz umbilical para o lado estimulado.Abolido na interrupção do arco-reflexo ou lesão via Piramidal

Profundos:Reflexo-Musculo-Resposta-Nervo Responsável
Aquileu-Triceps Sural-Flexão Plantar do pé- N. Tibial
Patelar-Quadriceps-Extensão da perna- N.Femoral
Flexor dos Dedos- Flexor dedos da Mão-Flexão dos dedos - N. Mediano
Supinador- Supinadores- Flexão antebraço- N.Ulnar
Pronador- Pronadores- Pronação mão e antebraço- N.Radial
Biciptal- Bíceps- Flexão antebraço -N.Musculo Cutâneo
Triciptal - Tríceps - Extensão antebraço - N. radial

Sensibilidade:
Superficial/exteroceptora (tátil, térmica e dolorosa):
Sensibilidade tátil: utiliza-se um pedaço de algodão ou pincel de cerdas macias, estimulando-se várias partes do corpo. Sensibilidade térmica: utilizam-se dois tubos de ensaio, um com água gelada e o outro com água quente, com os quais se tocam diversas partes do corpo alternadamente;Sensibilidade dolorosa: é testada com um objeto rombo contra a pele do paciente em diversas partes do corpo.

Sensibilidade profunda/exteroceptora :A sensibilidade profunda é composta pela sensibilidade vibratória (palestésica), pela propriocepção consciente (noção do segmento no espaço) e pela sensibilidade barestésica (pressão aplicada).Sensibilidade vibratória (palestesia): utiliza-se um diapasão que é vibrado contra saliências ósseas. Sensibilidade de pressão (barestesia):comprimem-se quaisquer massas musculares digitalmente ou manualmente. Sensibilidade cinética postural (artrocinética):o paciente fecha os olhos, o examinador coloca um membro numa determinada posição e solicita que o membro homólogo seja posto na mesma posição.

Esteregnosia: Capacidade de reconhecer objeto com a mão sem auxilio da visão,Função tátil discriminativa
Grafestesia: Capaciadade de reconhecer palavras escritas ou números sobre a pele com os olhos fechados. Falha: Lesão lobo parietal

AVC: Acometimento em: Segundos(Embólico); Minutos(Hemorrágico ou aneurisma); Horas/Dias( Trombotico)

Sinais Meníngeos: Geralmente há infecção associada, o paciente apresenta febre, palidez, sudorese, taquicardia, fotossensibilidade, cefaléia e vômitos. Verificar se há rigidez de nuca com movimentos de lateralidade e de flexão e extensão da cabeça. Paciente em decúbito lateral com extensão da cabeça e flexão dos membros inferiores e superiores
Sinal de Brudzinsky: flexão do membro inferior enquanto se pesquisa a rigidez de nuca. Na criança pode-se realizar a flexão do tronco.
Sinal de Kernig: realiza-se a extensão de uma perna, se houver sinal meníngeo o paciente irá sentir dor devido à distensão das meninges e as pernas irão se fletir.
Sinal de Laségue: presença de dor quando se realiza a extensão do membro inferior. Investigar atitude meníngea: paciente em decúbito lateral com extensão da cabeça e flexão dos membros (atitude em cão de espingarda).

Marchas(disbasias):

Marcha ceifante (hemiplégica ou helicópode): consiste no membro superior fletido, aduzido e punho pronado. O membro inferior está espástico, não fletindo, arrastando a perna em semicírculos. Ocorre geralmente nos AVCs.

Marcha atáxica: da síndrome radiculocordonal posterior (ataxia sensitiva) é também denominada marcha talonante ou tabética, onde o paciente caminha olhando para o solo procurando regularizar os movimentos incoordenados dos membros inferiores através do controle visual,a marcha é insegura, e os passos são desordenados, o paciente caminha com as pernas afastadas uma da outra, levantando-as em excesso para em seguida projetá-las com energia sobre o solo, tocando-o com o calcanhar (marcha talonante ou calcaneante).

Marcha atáxica da síndrome cerebelar( marcha ebriosa ou cambaleante):o paciente freqüentemente necessita ampliar sua base de sustentação.

Marcha da síndrome parkinsoniana: caracterizada pela rigidez muscular que confere à marcha um caráter em bloco, a cabeça e o tronco permanecem inclinados para frente, o quadril e os joelhos estão levemente flexionados, os passos são curtos (petit pass), a marcha é vagarosa e arrastada.

Marcha anserina: ocorre nos pacientes com acentuação da lordose, inclinação do tronco à esquerda ou à direita, e está relacionada com patologias musculares que causam diminuição de força dos músculos pélvicos e das coxas.

Marcha parética ocorre quando há diminuição da força, onde o paciente parece tremer.

Marcha claudicante: faz com que o paciente manque em razão de insuficiência arterial periférica ou de lesão do aparelho locomotor.

Síndrome de Parkinson: marcha em passos curtos (petit pass), mudança do centro de massa, o indivíduo pode não conseguir parar se não encontrar um obstáculo, o corpo encontra-se inclinado para frente e os joelhos semi-fletidos devido à alteração no centro de massa, fácies parkinsoniana (inexpressiva), tremor de repouso, hipertonia plástica, bradicinesia (movimentos lentos) e bradipsiquismo (o indivíduo demora a responder aos estímulos).


Nervos Cranianos:

I- Nervo Olfatório: geralmente esta acometido nas fraturas da placa cribiforme do osso etmoidal. Sua lesão pode cursar com hiposmia / anosmia associada a ageusia. - Além do TCE, pensar em lesões nos pacientes que usam cocaína e tabagistas.

II-Nervo Óptico - Reflexo Fotomotor Direto; Reflexo Fotomotor Consensual
- Campimetria (confrontação) / Acuidade Visual; Fundoscopiado paciente.
Nervo Óptico e Oculomotor: Reflexo de Acomodação - Miose na aproximação do objeto. Se não houver reflexo fotomotor direto e consensual podemos dizer que há lesão do II par. Se não houver reflexo fotomotor direto mas houver consensual, podemos inferir que há uma lesão no III par de nervo craniano e não do II par.

III-(Nervo Oculomotor), IV(Troclear) eVI( Abducente): - O III par inerva todos os MOE exceto: M. Oblíquo Superior (IV par) e M. Reto Lateral (VI par). O III par promove miose, MOE e elevação da pálpebra
MOI é realizado pelo III par pela inervação do M. Constritor da pupila e M. Ciliar (reflexo de acomodação).Lesões do III par: estrabismo externo, diplopia e ptose palpebral com midríase não fotoreagente.
Nervo Troclear: inerva o M. Oblíquo Superior que produz rotação do olho para baixo e para fora.
Nervo Abducente: inerva o M. Reto Lateral que produz rotação lateral do olho. Estrabismo convergente, até provem o contrário deveremos pensar em aumento da pressão intracraniana

V - Nervo trigêmeo (predominantemente sensitivo), raiz V1 (oftálmico): inerva do alto da cabeça até a fenda palpebral, raiz V2 (maxilar): inerva da fenda palpebral até a rima bucal, raiz V3 (mandibular).O comprometimento do nervo trigêmeo causa alterações na sensibilidade da face e, eventualmente, alterações na motricidade dos músculos da mastigação.

VII - Nervo facial: inerva a musculatura da mímica: músculos enrugador da testa, orbicular dos olhos, orbicular da boca, bucinador e platisma. Pede-se para o paciente enrugar a testa, mostrar os dentes, everter o lábio inferior para avaliar o platisma. Avaliam-se os reflexos: orbicular das pálpebras (V-VII), reflexo palmomentual (estimular a região tenar obtendo-se contração da musculatura mentoniana pelo nervo facial) e reflexo do orbicular da boca. A paralisia do nervo facial pode ser periférica (nuclear e infranuclear) e central (supranuclear). Na paralisia facial periférica pode ser observado desvio dos traços fisionômicos para o lado são, piscar ausente ou menos evidente do lado comprometido, sulcos da pele menos pronunciados do lado paralisado assim como rima palpebral mais aberta do lado paralisado; A paralisia facial central (supranuclear) traduz-se semiologicamente por comprometimento do território inferior da face com desvio da rima bucal, apagamento do sulco nasogeniano, disartria e ausência de contração do platisma.
VIII - Nervo vestíbulo-coclear: o nervo vestíbulo-coclear possui uma parte auditiva e uma parte labiríntica, relacionada com o equilíbrio. Teste do equilíbrio: Observar tendência à queda estando o paciente em pé e de olhos fechados (se houver lesão labiríntica o corpo cai para o lado afetado), observar o indivíduo com os braços estendidos (irá apontar para o lado afetado.Prova de Weber coloca-se o diapasão vibrando no alto da cabeça. Na surdez de condução a vibração é sentida no lado que o paciente refere comprometimento da audição.
Prova de Rinne: o diapasão é colocado sobre o processo mastóide do osso temporal e quando o paciente deixar de ouvir a vibração coloca-se o diapasão nas proximidades da orelha externa

Sinal de Romberg : desequilíbrio do paciente logo após fechar os olhos quando em posição ortostática
XI - Nervo acessório: A parte espinhal inerva os músculos trapézio e esternocleidomastóideo. Para avaliar a função do músculo trapézio o médico deve tentar abaixar o ombro do paciente contra a resistência do paciente. Para avaliar a função do músculo esternocleidomastóideo deve-se pedir para o paciente virar a cabeça para um lado enquanto o médico a empurra para o outro lado.
XII - Nervo hipoglosso: pede-se para o paciente exteriorizar a língua e movimentá-la para os lados. Quando a língua é colocada para fora da boca, ela desviará para o lado paralisado. Quando a língua é puxada para dentro da boca, ela é desviada para o lado são.
IX e X - Os nervos glossofaríngeo, vago e a raiz craniana do acessório estão integrados no núcleo ambíguo, relacionado com a função motora.Os nervos glossofaríngeo e vago realizam a inervação sensitiva e motora da orofaringe e da laringe. Os principais sintomas decorrentes de lesão nestes nervos são a disfagia e as alterações na voz. Exame sensitivo: Tocar o palato na região retro-amigdaliana e no terço posterior da língua. O normal é ocorrer o reflexo do vômito.



 


 

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